sábado, 10 de março de 2012
VOCÊ ESPERA QUE A SUA CARREIRA ACONTEÇA?
Qual a sua abordagem para o desenvolvimento da sua carreira? Você está construindo-a ou você está esperando que ela aconteça? A abordagem pode indicar alguma diferença na probabilidade do seu sucesso futuro, dependendo do tipo de profissão que você está buscando.
Explicando melhor, há profissões que dependem mais de fatores externos que outras e há profissões que são menos previsíveis que outras. Por exemplo, algumas profissões dependem muito mais da aceitação de um grande público e muitos dos fatores que determinam o sucesso na profissão estão fora do seu controle.
Como em todos negócios, são profissões em que se você alcançar o sucesso esperado, a recompensa é muito grande e muito rápida. Pode ser uma profissão no meio artístico, em que o reconhecimento público leva os profissionais à condição de celebridades instantâneas.
A área esportiva também requer muita dedicação, e após uma árdua conquista, pode lançar o jovem à condição combinada de celebridade, herói e artista. Algumas profissões neste campo resultam em benefícios rápidos e muito elevados, enquanto outras tendem a produzir resultados já quando a performance física deixar de ser competitiva. Muitos esportes impõe uma vida útil bastante curta ao profissional.
Mas a profissão desejada pode ser num setor florescente por inovação tecnológica ou tendência social, como profissões ligadas à Internet ou ao mundo dos games. Tão visíveis quanto ao meio artístico no momento, estas áreas também dependem da aceitação de um público muito grande e o sucesso ocorre ainda quando os profissionais são muito jovens.
Se o seu objetivo estiver entre estas áreas profissionais, creio que o mais importante é avaliar com muito cuidado se o seu DNA te proporciona um diferencial altamente privilegiado, como matéria prima a ser trabalhada. A aquisição da melhor técnica, a rigorosa disciplina de vida e uma dedicação sobre-humana só fazem sentido quando aplicadas sobre um talento incomum. Digamos que o treinamento é uma condição necessária, mas não suficiente.
Estar entre os melhores do mundo, ou pelo menos entre os melhores do país é uma condição necessária para assegurar um grande sucesso profissional.
Mas considerando que a maioria das pessoas buscam o sucesso profissional em campos mais previsíveis, como tem sido a sua abordagem? A maioria das profissões apresentam um caminho visível e bem identificado, em que os investimentos necessários de formação acadêmica e experiências favoráveis não constituem um grande mistério.
Você não estaria agindo como se a profissão que você escolheu fosse um negócio de talento especial? A sua espera para que a sua carreira simplesmente aconteça, pode ser uma estratégia insuficiente. O uso de algum esporte como modelo inspirador não estaria criando alguma distorção?
Acredito que a grande maioria dos casos de sucesso profissional em áreas mais tradicionais aconteça quando as condições necessárias se completam. Antecipar os conhecimentos necessários e buscar as experiências necessárias à formação de um profissional, é uma construção óbvia de uma carreira. A sorte existe quando há o encontro da oportunidade com a preparo antecipado. Quando falta o preparo, passa a ser um azar.
Talvez ainda te falte acreditar que as suas probabilidades de sucesso profissional melhoram muito quando estas etapas de formação e aquisição de experiências são seguidas adequadamente. Pode ser?
Grato,
YK.
domingo, 4 de março de 2012
"SEU CHEFE É COMPETENTE?"
Nem precisa responder esta pergunta! Tenho certeza de que alguns dirão que sim e muito dirão que não. Mas a resposta será apenas uma percepção muito pessoal, baseada em coisas que foram ditas e principalmente em coisas que não foram ditas ao longo de muitos anos ou poucos dias.
Qual o critério que você poderia usar para "medir" o seu chefe? O que diferencia um chefe competente de um chefe aquém das expectativas, além da sua opinião pessoal? Há alguma forma prática de avaliar o seu chefe, e com base nesta avaliação, como você poderia melhorar a performance do conjunto chefe-subordinado?
Convivendo com alguns chefes e sendo também o chefe para muitas pessoas, passei a perceber melhor o que acontecia quando eu sentia dificuldades de trabalhar com um chefe. Principalmente quando sentia que a sua competência estava aquém do que seria desejável para mim.
Sim, repito que estava aquém do que seria desejável para mim. Pois eu precisava de um chefe mais competente para ajudar-me a ser competente também. Acho que é este o território de negociação onde precisamos trabalhar melhor, tanto como chefes, quanto como subordinados.
Um dos aspectos importantes é perceber em que área somos menos competentes, e não adianta dizer que alguém é competente em todas áreas. Se as áreas fracas do chefe coincidem com as áreas fracas do subordinado, então há um problema sério, pois o conjunto chefe-subordinado não se complementa e provavelmente gera competição desnecessária em algumas áreas.
Cabe ao chefe conhecer-se melhor e buscar subordinados que gostem de fazer o que ele não gosta de fazer. Pois esta é a forma prática de perceber as áreas potenciais de debilidades. Geralmente não somos bons naquilo que não gostamos de fazer, embora por treinamento muitos atendam os requisitos básicos.
Portanto, se você é o chefe, deve conhecer-se e admitir-se que há áreas, funções e atividades que não lhe agradam. Nem é necessário divulgar isso, mas na hora de escolher subordinados, seria bom poder contar com alguém que gosta de fazer o que não te agrada. É assim que uma parceria pode ser muito produtiva.
Como em outras relações na vida, acredito mais em relações e parcerias complementares do que em relações de afinidades. Por isso, sempre observo as contratações que as pessoas fazem. Um chefe que se conhece bem, sempre procura um subordinado que complemente a parceria. Quando as contratações não parecem considerar este aspecto, procuro verificar se o chefe tem consciência do que está procurando.
Para os mesmos requisitos de habilidade e competência, diferentes pessoas oferecem diferentes características e comportamentos. A formação de um time de trabalho de alta performance requer observar estes aspectos de diversidade para ter o desempenho esperado.
Se há esta complementaridade, então certamente o chefe complementará o subordinado, contribuindo e orientando melhor a atividade necessária. Isso faz com que o trabalho de ambos seja naturalmente mais fluído e mais produtivo.
É esta, a formação que produz parcerias fortes e duradouras.
Grato,
YK.
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